Desembargadora pediu “paredão” para Jean Wyllys e agora enfrenta justiça

A desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio, teve queixa-crime por injúria apresentada contra ela pelo pelo ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ).

“Eu, particularmente, sou a favor de um paredão profilático para determinados entes… O Jean Willis, por exemplo, embora não valha a bala que o mate e o pano que limpe a lambança, não escaparia do paredão”, tal declaração postada em uma de suas redes sociais, motivou a queixa de Wyllys.

O ativista gay foi reeleito em 2018 como deputado, porém decidiu de assumir o mandato alegando que estava sendo ameaçado de morte.

“Extrai-se desse quadro fático, ademais, que as opiniões da querelada possuem, em tese, o condão de ofender a dignidade do querelado – por importarem menoscabo de seu sentimento de honorabilidade ou valor social -, havendo, ainda demonstração, no campo hipotético e indiciário, da intenção deliberada de injuriar, denegrir, macular ou de atingir a honra do querelante”, diz o despacho da relatora da ação, ministra Nancy Andrighi.

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